segunda-feira, novembro 20, 2006

Curiosamente...

Vi-te antes de apareceres,
Deixei-te antes de virar costas...

aster

quinta-feira, setembro 07, 2006

Sobre a Arte...

“A Alegria é a Paz a Dançar e a Paz é a Alegria em Descanso”

(Autor Desconhecido)




Os dias são diferentes quando a simplicidade da alegria de um som, de uma palavra ou imagem nos transmite toda a emoção que necessitamos para sentir.
Alegria, tristeza, raiva, amor… um sem fim de sentimentos partilhados entre quem produz arte e quem examina e observa a mesma; um sem fim de segredos surdos que invadem a vontade de voar, apenas, no sentido que o vento nos leva.
É importante dedicarmos um pouco dos nossos dias fazendo aquilo que nos dá prazer, aquilo que nos mantém vivos, aquilo que dá vida a quem nos rodeia. Porque estar vivo é muito mais que manter o cérebro e o coração activos… estar vivo é aprender e ensinar a cada dia; é receber e dar o que de melhor temos.
E que melhor forma para nos darmos aos outros que não a arte? Que melhor forma de nos perdoarmos, de nos revoltarmos, de nos esquecermos ou de nos lembrarmos que não a criação que sai de nós?
Realmente, cada dia deve ser único porque cada pessoa é, também, única e especial… então, vamos transformar os dias banais através daquilo que nos dá mais prazer e que, duma forma simples, transmite vida e emoção a quem nos rodeia.


aster

Perfeição

Perfeita a Natureza agreste
Trabalhada com perĂ­cia e singeleza,
Que deixa o manto que amanhece
E nos dá todo o sabor da beleza.


Perfeitos os olhos doces teus
Misturados com a cor da paisagem,
Que fazem a visão chegar aos céus
E o sonho tornar-se mais que miragem.


Perfeita a melodia das águas
Sintonizada com o gosto de ouvir,
Que acalma as mais profundas mágoas
E nos ensina a olhar com o sentir.


Perfeita a uniĂŁo entre nĂłs e tudo
Que preenche o ritmo de harmonia,
Quando vemos o véu desnudo
Que inunda o triste de alegria.


aster

sábado, julho 29, 2006

Dá-me a Arte!

Dá-me a Arte de poder amar-te,
Dá-me a Arte de te respirar a cada dia!
Deixa-me escrever-te, com pena intensa,
Poder mostrar-te a tua minha alegria.

És o fundo da minha criação transparente,
És paixão, fogo, grito, assombro acordado
Que recordo nas palavras incertas
Com que pinto mais esse nosso novo quadro.

Dá-me a razão de não ter sequer razão,
Dá-me o desejo de te pintar num texto singelo
Que descreva o brilho desse olhar inquieto
Que torna o horrĂ­vel extremamente belo!

Dá-me, enfim, a Arte de contemplar quem tu és,
Dá-me, somente, quem eu sei que irás ser!
Porque o medo de criar nĂŁo Ă© mais do que cobardia,
Que nos faz, lentamente, deixar de viver…
aster

terça-feira, abril 25, 2006

Liberdade!

Nasci livre!
Nasci livre no amor,
Livre na paz, livre na dor…
Nasci livre!
Nasci livre na razĂŁo
E livre, também, no coração.

Como que luz radiante
Entre trevas de sufoco
Surge a palavra que deu
A vida ao corpo meu…

E canto:
Liberdade!
E segredo ao teu ouvido:
Liberdade!
Num sopro quase inocente
Que esconde a realidade!

Acorrentem tudo o que é meu…
Tornem-me longe do céu…
Mas nĂŁo me vĂŁo poder tirar
É a Liberdade de Amar!

aster

domingo, abril 02, 2006

Aprendiz de Poeta

Sou aprendiz de poeta
E trago a alma aberta
Ă€ espera de encontrar
Solução para todos os medos
E procuro os desejos
Que se escondem no alto-mar.

Sou aprendiz de poeta
Seguro a pena inquieta
E deixo palavras fluir…
Procuro neste mundo
O sentimento mais fundo,
Que me ajude a descobrir.

NĂŁo tenho talento
Nem Ă© este o meu sustento
Mas escrevo e sou feliz…
Palavras mil sĂŁo estas
Que constroem as arestas
E isto Ă© tudo o que fiz.

Escrevo a vida, o mundo
E mergulho no seu fundo
Na imensidão do pensar…
Fico, assim, acordada
A alma está carregada
De sentimentos p´ra dar…

aster

sábado, março 04, 2006

Fumo

Acordas atordoado
E pensas que nĂŁo consegues.
Viraste p´ro outro lado.
Entra um raio no fundo
De um sol adormecido
E sentes-te incapaz…

Pegas num livro qualquer
Tentas nĂŁo pensar.
Finges nĂŁo entender
A vontade que te mata,
Que te rĂłi o corpo inteiro
E teima em tirar-te a paz.

Mas a prenda do teu desejo,
Se um dia se concretizar,
Será mais doce que o beijo,
Mais belo que toda a arte,
Mais perfeita que o luar
Qual elo que não se desfaz…

aster

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Amar-te Assim

Amar-te assim, sem pressa
Com a noção apagada em sombra…
Não é a outra! É agora, é esta!
Mesmo que a noite traga penumbra.

E querer sĂł mais um dia
Mais outro e outro, eternamente…
E esquecer tudo o que se queria,
Vivendo este amor plenamente.

Pelo caminho seguindo a luz
Que surge no túnel do teu abraço,
Na doçura do beijo que me seduz
E no abrigo que é o teu regaço.

E quando acaba a amargura,
A que o mundo nos habituou,
Torna-se boa a loucura
Que longe daqui nos encontrou…

domingo, fevereiro 05, 2006

Perdido no Meu Achado

Rasgo-te e trago-te até mim
Imenso, cheio de nada
E, por fim,
Vazio de tudo o que Ă© teu.

Peço-te um desejo profundo
Maio que o céu ou o mar,
Maior que o mundo
Que vejo, que sinto, que cheiro.

Entrego-te a ti na noite
Escura de luz e de arte
Tiro do amor a parte
Que dĂłi,
Que esmaga,
Que rĂłi
E sigo mais um dia a lado
Contigo perdido no meu achado…


aster

A Lembrança de TI

Calmamente, abri a janela na esperança que, do outro lado, permanecesse um leve sorriso teu. Medi todos os meus gestos, como se fosse a última vez que tivesse a oportunidade de mover-me.
À lembrança, já cansada, vêm as palavras que proferiste quando inventaste a ideia da nossa solidão…foste cruel e duro…nem sequer olhaste nos meus olhos, nem sequer te interrogaste sobre o meu estado ao ouvir-te dizer que sentias o desgaste que te destruía vezes sem conta. Mas o amor, porventura, sofre desgaste? Achas mesmo que os sentimentos puros e verdadeiros (como os nossos) se esfumam como se de uma onda efémera se tratasse?
Enfim…impuseste-me a dor aguda com um molho de palavras amargas. Impuseste tudo aquilo que eu pensei que, ao teu lado, nunca poderia sentir.
Ficou o pó, a solidão… e isto é a lembrança completa que existe em mim da pessoa que ainda amo e que és tu.

aster

quinta-feira, janeiro 19, 2006

O Tempo do Teu Amor

Subtilmente, arrastei os membros até ao cadeirão de todos os sonhos – bons, maus e até péssimos…
Sentia a dor entranhar-se pelos ossos fartos de resistir e cada vez mais fracos… Estava sozinha novamente e essa solidão doía mais do que todas as outras bofetadas que a vida um dia me havia dado. Era o sentimento “estar só” que me atormentava, que já não deixava os meus movimentos decorrerem de forma casual. Até o meu respirar já era pensado e, minuciosamente, articulado como se nunca tivesse tido a sensação de respirar espontaneamente.
Mas era essa a memória do tempo do “espontaneamente” que despertavam em mim o choro seco no seio de um olhar inerte, sem cor e sem perspectiva.
Farejei o odor do pó acumulado sobre os móveis antigos, farejei no ar ainda um velho perfume da memória que eu cismava em querer apagar, queimar, destruir, afastar para longe… A memória era ferida regada com álcool etílico do mais puro e esmigalhava-me todos os sentidos, mesmo os mais adormecidos e inúteis.
Aparentemente, nem um raio de sol ou um céu límpido de Maio poderiam ofertar um sorriso tolo às minhas entranhas.
O “tempo espontâneo” onde estava? Onde estava aquele sorriso ingénuo e quase absurdo?
Cansava o ímpeto com perguntas estranhas, meras retóricas sem qualquer feição elucidativa.
Mas no fundo, bem sabia que tudo se resumia a uma questĂŁo que eu temia fazer a mim mesma: Onde estaria o tempo do teu amor?

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Relembra-me a MemĂłria Esquecida

Relembra-me o passado incerto, cheio de coisas mal ditas ou malditas… Relembra-me o tempo em que fui a pior das pessoas, em que te fiz feliz (talvez…), mas em que me senti tão mal que não conseguia ver a minha imagem reflectida no espelho. Continua a relembrar-me todos os subúrbios do meu coração, onde nada mais ficou senão a memória que teimas trazer-me.
E o que farei das recordações aos pedaços com que me presenteias a cada dia? O que vou fazer com a escuridão que, dia após dia, teimas em impor perante a minha indiferença acesa?
Nada mais posso fazer do que colocar tudo isso num buraco muito fundo do meu ser, onde nada do que faças, digas ou tentes possa causar qualquer embaraço.
Relembra-me apenas a memória já esquecida!

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Hoje Ouvi-te!

Hoje ouvi-te!
Depois desse silĂŞncio ensurdecedor a que nos obrigaste, hoje consegui ouvir-te!
Entre gemidos - de dor ou de prazer –, entre gritos – de desespero ou de excitação -, entre palavras – duras ou suaves -, hoje ouvi-te!
Não entendi muito bem o que querias dizer, talvez não tenha feito esforço para ler nas entrelinhas dessa voz doce e bruta.
Sei que te ouvi repleto de magia, ouvi a música das tuas cordas vocais que me eleva, que me enterra, que me extasia e também me horroriza…
Sei porque conheço cada som, cada acorde dessa voz firme, mas meiga.
E lembro-me somente das palavras finais quando disseste: “Talvez um dia me voltes a ouvir… ou… Talvez seja hoje o último intervalo que fiz no silêncio que é nosso.”

aster

A Tua Prateleira

Arrumaste-me naquela prateleira mais alta e inacessível do teu coração.
Tentaste esquecer e deixaste-me ao pó e à solidão, sem pena…
Fui arrumada entre escombros e lamentos.
E ainda tenho dúvidas se conseguiste aquilo que ansiavas: ESQUECER-ME… Tenho dúvidas se as noites frias de Dezembro já não te lembram o meu cheiro e a minha voz; tenho dúvidas se quando fazes uma viagem já não te lembras do meu riso irreverente face ao exotismo e da minha vontade de provar isto ou aquilo…Será que agora, sem mim, continuas a provar o sabor do mundo? Tenho dúvidas!...

aster

Bom dia!

Bom dia!
NĂŁo respondes?
Por que choras?
Cara triste, olhos sem brilho, corpo sem expressão…
Bom dia!
Para ti parece tudo menos bom dia…
Inventarei formas de desenhar um sorriso nos lábios que vejo? Inventarei forma de devolver o brilho desses olhos? Haverá forma de hoje ser, para ti, um bom dia? Será que vais sorrir se eu contar uma piada ou se fizer uma careta parva?
Gostava que sim, gostava que fosse mais simples terminar com a desolação desse semblante teu!
Bom dia espelho, bom dia!!...

aster

Mundo

Sombras, luzes escuras
Por entre o mundo ingénuo,
Onde não há simplicidade,
Ingenuidade perspicaz
Onde nem sequer há paz.

Fujo, corro, escondo-me…
Tento esquecer o lamento
Do mendigo em qualquer rua
Procuro a falsidade,
A indiferença que traz felicidade.

O que posso esperar aqui?
Valerá a pena sonhar?
Problema, tristeza, ódio…
Rodeiam um coração de dor
Que apenas anseia amor…

aster

Por Momentos...

Assustaste-me por momentos
Quando nĂŁo vi os teus olhos,
Nem ouvi a tua voz
Quando quase se desvanecia o “nós”…

Fiquei meia sĂł, meia perdida
Aqui na escuridĂŁo dos sentidos
Quando nĂŁo davas notĂ­cias
E me ocultavas as carícias…

Mas sorriste novamente,
Voltaste a brilhar em mim.
Vieste e tocaste a fundo
E iluminaste este escuro mundo.

Sei que nĂŁo vais mais sair
Do aconchego do meu peito
Porque já não sei viver
Sem te sentir, sem te ver!

aster

domingo, novembro 20, 2005

Sei Quem És...

Sei quem és, sei o que trazes
Na ponta dos dedos a arte
Giras rodando e fazes
Um candeeiro de caco que nĂŁo parte.

Nos lábios o doce beijo
Sustentas e entregas no ar
Pousa em mim e traz desejo
De prender-me a ti e dançar...

És profundo, sensível, puro...
És vento suave do sul
Que faz belo o que Ă© duro,
Que repinta o meu céu de azul.

Trazes caminhos entre mĂŁos
Milares de terras, centenas de margens...
Levas-me contigo pelos chĂŁos
Onde existem rios e suaves paisagens.

NĂŁo me tragas de volta Ă  vida!
Deixa-me ficar nesse teu mundo
Onde a medalha recebida
É amar-te no teu fundo...

aster

Procuro Por Ti...

Procuro por ti
No cume da montanha,
Na profundeza do mar,
Na arte de um galho seco...

Procuro o teu cheiro
Na encosta quente e hĂşmida,
Na ponta dos dedos meus,
Na doçura que eu cerco...

Aí estás tu!
Com olhos de quem quer
Beber um pouco de mim,
Partir e nunca esquecer...

aster

quarta-feira, novembro 09, 2005

Meia perdida sem ti...

Fico meia perdida quando não estás aqui
Chamo pelo teu nome, procuro o teu corpo
NĂŁo te encontro, nĂŁo te vejo
�s vezes penso que nunca te vi...

Fazes-me sorrir com força e vontade
Por isso, teimo em dizer baixinho
Que aquilo que sinto por ti
É igual ao amor de verdade.

Convidas-me para entrar no teu mundo
Sinto a pintura dos teus dedos na minha pele
E fico assim num momento perfeito
À procura de quem tu és no teu fundo.

Acordo para um novo dia estrelado
Sem medos, sem dĂşvidas, sem porquĂŞs...
Somente espero que chegua a hora
Em que estejas, pelo tempo, ao meu lado.

Quem és? Diz-me o teu desejo!
O que prende o teu coração ao meu?
Por agora, esqueço o mundo e as pessoas
E peço-te, eternamente, mais um beijo...

aster