quarta-feira, setembro 21, 2005

Amor Perdido

Canto a dor que me deixaste
Por nĂŁo me deixares amar-te,
Por me afastares de ti.
Fiquei sĂł, fiquei aqui
Meia perdida e meia achada
Simplesmente, sem ti…

SĂł queria que entendesses
Que o que sinto Ă© real
NĂŁo Ă© fascĂ­nio ou paixĂŁo
É mais fundo do que o chão
E eu nĂŁo consigo sorrir
Porque te trago no coração.

Estou em pleno desatino
Já nem sei mais onde vou
Se nĂŁo posso estar contigo
Nem apenas como amigo
O que ando aqui a fazer?
Se não posso estar contigo…

Amo-te!
Entende isto por favor!
E nada que digas ou faças
Pode apagar o amor…

aster

quarta-feira, setembro 14, 2005

Luz

No final revi a luz, a luz que estava escondida por entre as brumas daquela noite escura. A ferida sarou e o sangue cessou de correr na minha pele cansada. A luz que vi queimou as minhas retinas que já se tinham habituado ao breu. Abri devagar os olhos estonteados e vi-te. Já não eras mais sombra…agora eras luz resplandecente que cercava e iluminava todo o meu ser.
A tua luz falou comigo, perguntou-me o nome, perguntou-me por que eu gostava tanto de azul e prometeu-me protecção. Que luz linda…que lindo que és!
A tua luz quis conhecer-me, mergulhar no que eu sou, quis salvar o meu instinto, penetrar a minha imaginação. Que luz linda!
E cantei assim quando te vi:


Dá-me a tua luz!
Essa luz que me envolve,
Que me sossega a agonia
E me ilumina de dia…
Dá-me a tua luz!

Dá-me essa luz!
Que Ă© tĂŁo bela e segura
E me eleva no amor
E apaga o meu temor…
Dá-me essa luz!


E cantei vezes sem conta enquanto te aproximavas. Tu sorrias e a luz ficava cada vez mais intensa.
NĂŁo consegui tocar-te mas senti o teu calor e tu embalaste-me e nĂŁo mais me deixaste perder a escuridĂŁo!
Continuo a sentir-te e vou sentir-te para sempre num sentir eterno…

aster

Amo-te...

Amo-te
Porque fizeste nascer vida em mim
Envolveste-me com a tua rebeldia
Tomaste conta de mim na noite fria
E deste-me o calor que tinhas em ti

Amo-te
Porque novamente acredito
No mundo e nas pessoas
Mesmo nas coisas menos boas
Fizeste sair de mim o grito.

Amo-te
Porque me mostraste as cores
Do céu, do mar e da terra
E de um mundo sem guerra,
Sem lágrimas e sem temores.

E por isso canto o amor,
A vida, a luz, a alegria
Que me deste nesse dia
Em que senti o teu calor.

aster

terça-feira, setembro 13, 2005

Cresce Dentro de Mim...

Cresce dentro de mim
E tira-me a angĂşstia e o medo
Que me apertam por dentro
Neste meu sofrimento.
.
Vem acalmar a alma rebelde
Que se move inquieta
E traz-me a paz, a bênção
De seres mais do que ilusĂŁo.
.
Esconde-te no meu peito
Devagar, com muita calma
E envia-me um sinal aberto
Para um sorriso descoberto.
.
Canta para mim
Embala o meu ouvido
Embala a minha alma
Num fá sustenido
Sem pressa, com calma…
.
Dança comigo
Recebe o que Ă© meu
Descobre todo o meu ser
NĂŁo sou mar que te perdeu
Sou onda, sou lenha a arder…
.
aster

sexta-feira, julho 15, 2005

Tenho medo...

Tenho medo desta falta de amor, deste grito que trago abafado nas entranhas e que ecoa nas profundezas do ser que sou eu. E tenho medo das vozes que me despertam a meio da noite e repetem vezes infinitas que a solidão é a única almofada que eu posso abraçar. Tenho medo todas as manhãs quando abro a janela porque sei que nenhuma bela paisagem me poderá trazer de novo o sentimento.
Procuro um corpo quente, que me faça arrepiar, que me possua a inquietude dos gestos e me faça lembrar como é bom sentir... Embriago-me na solidão e no não-sentir; embriago-me na negação do amor... Oh mundo, não consigo amar; Oh, vida, não posso sentir!
Pensativa e presa em galhos secos que crescem por dentro das cortinas transparentes dos meus olhos, sinto as lágrimas sem sabor a escorrerem pela minha face. As lágrimas caiem e trespassam os meus lábios mas já não são salgadas, são como pingas de agua de nascente que perderam todas as propriedades específicas de mim. Pergunto à parede porquê, pergunto á cama porquê... Porquê?... Porquê???...
Componho um álbum de recordações na minha mente e começo a ver as fotografias alegres e coloridas dos tempos antigos quando as lágrimas ainda sabiam ao sal, quando as lágrimas ainda sabiam a mim. É o meu álbum azul, é o meu álbum de todas as cores possíveis e imaginárias. Vejo uma criança pequena que inventava histórias e nunca gostou d brincar com bonecas... Vejo uma miúda apaixonada pela primeira vez, que perdia o apetite e passava a vida a sorrir sem ninguém saber porquê... Vejo tanta coisa doce, tantos sentimentos sublimes e insubstituíveis... Vejo o mundo colorido na hora do amor, na hora em que tudo o mais se esquece e são exaltadas todas as formas belas e perfeitas que compõem a história do sentimento mais puro... Custa-me fechar o álbum de todas as cores e cair em mim presa neste quarto, agarrada à frieza destas quatro paredes, à desilusão que transborda, agora, em todos os sorrisos e mimos.
Já não sinto os lençóis a roçarem na minha pele dorida, já não te sinto a espetar facas afiadas nas argolas que sempre protegeram o meu sentir e a anestesiaram de tal forma que ele teima em não acordar. Será que ele um dia vai acordar? Será que tu sabes que é tua a culpa do meu sentir anestesiado? Não tinhas o direito, não tinhas o direito! Raios te partam porque me mataste, porque me tiraste a ilusão, porque me roubaste a beleza e a fé na arte, nas pessoas e nos sentimentos. Raios te partam!
Só me deixaste este medo, este sufoco; só me deixaste esta mancha, esta nódoa no ser que eu não conheço e que sou eu...
E tenho medo...tenho medo de nĂŁo mais amar...
.
aster

Medo...

Tenho muito medo
Fico trémula, fria
Rodopio no meu desespero
Só porque não posso amar…
Mergulho no sangue
Perco-me nas imensas linhas
Das minhas mĂŁos
Sinto o medo de me dar…
.
Embarco na fraqueza
Que reflecte nos meus olhos
Navego na sombra
Do céu colado no chão
Suspiro o desconforto
E minto ser feliz
Compro um sorriso
Corrupto e sem razão…
.
Deslizo no muito pensar
Nada mais tenho que o medo
Que me diz em doloroso segredo
Que eu já não posso amar…
.
aster

Caminho na noite incerta

Caminho na noite incerta
O coração vai vazio
E frio…
Bruma, névoa encoberta…
.
Escondes-te de mim
Desvaneço na luz
Que seduz
O vazio sem fim…
.
NĂŁo te vejo,
NĂŁo te encontro
E confronto
O vazio do teu beijo…
.
Caminho na noite incerta
Um pedaço de terra
Uma pedra
Talvez uma porta aberta…
.
aster

domingo, abril 10, 2005

Minhas MĂŁos

Percorre as minhas mĂŁos!
Sente como estĂŁo frias!
SĂŁo duras, grossas...
Estas mĂŁos nĂŁo foram feitas
Para dar amor.
Estas mĂŁos nĂŁo sĂŁo receitas
Para a tua dor.

Sente o toque áspero!
E vĂŞ estas mĂŁos frias,
Escuras do quente sol.
Estas mĂŁos sĂŁo tuas
Apesar de nĂŁo terem beleza
SĂŁo duas mĂŁos duras
Na busca de uma certeza...

E com estas duas mĂŁos frias
Semeio estrelas no quintal
E fico á espera do final
Para brilharem no chĂŁo.

aster

Deixa-me Ficar!

Penetro no ser que Ă© teu
E voo para lá da Terra,
Para lá do céu...

Penso em ti,
Tento procurar
Uma forma, uma maneira
De chegar...
Chegar mais longe que a razĂŁo,
Mergulhar na ilĂ­cita sabedoria
Que Ă© tua,
Que Ă© dura
E Ă© rio, corrente quieta...

Deixa-me ficar
E viajar no teu mundo
Até ao teu profundo mar!

aster

Eu Para Ti

Prazer de ser
Mais do que tudo para ti...
Prazer de dar
O mundo todo aqui...

Fico no mundo
NĂŁo posso daqui sair
A alma descoberta
Sem conseguir sorrir.
Procuro descobrir,
Entrar na porta aberta
Conhecer o fundo...
O fundo que Ă© teu!

E poder ser
Mais do que queres amar
E poder repartir
O sol e o luar...

A mim mesma

Por entre os teus cabelos pretos
Que voam ao sabor do vento
Contam-se amores mil
Que te deram o alento...

No fundo desses teus olhos
Que brilham e quase falam
Há um segredo por contar,
Há questões que te assolam...

Entre as pequenas mĂŁos
Seguras, inteiro, o mundo
Não te cansas de levá-lo
E de vivĂŞ-lo a fundo...

Nos teus lábios uma canção
Na tua boca a alegria
De nĂŁo perder o sentir,
De viver o dia a dia...

aster

Adeus...

Falo...
Mas nĂŁo percebes o que digo.
Calo-me...
E pedes-me para falar.
Se soubesses o que custa,
Se soubesses o preço das palavras...
SĂł falo porque me pedes,
SĂł falo por te amar.

Abraças-me...
Mas nĂŁo me tocas a alma.
Beijas-me...
Mas nĂŁo me penetras o ser.
Sou fria, sou pĂł
E nada do que tu faças
Pode fazer mudar
A minha forma de viver.

Adeus...
Nada mais há para nós.
É o fim...
Tenho hoje que partir.
Não peças para ficar
Sabes que o meu mundo
Me chama e grita por mim
SĂł te resta desistir.

aster

O Dia Clareou

O dia clareou azul:
A cor que faz
Quando tudo está bem.
A noite acabou
Meu corpo já não jaz
De novo sou alguém!

Se alguém te perguntar
O que me aconteceu
Diz que foi o vento
Que me levou a alma
E de sangue a encheu
E tirou o sentimento..

Mas agora tudo Ă© luz
O sol brilha no céu
Acordei, olhei o espelho
Sou de novo eu!

aster

terça-feira, março 01, 2005

Belo...

És belo,
Permaneces belo...
E amo-te,
Amo a tua beleza!
E fico nesta incerteza
Sem saber o que sentir
Das pedras sinto a dureza
Do chĂŁo sinto o sabor
E isto tudo eu passo
P´ra ter um pouco de amor...

És belo
E belo sempre serás
E amo-te,
Amo a forma como falas
E o meu corpo embalas
Num luar de fantasias
As minhas tristezas calas.
Das nuvens sinto o cheiro
E do sol sinto o calor
Na paixĂŁo desse teu beijo...

aster

Sabes Quem Sou?

Sabes quem sou?
Sou nota em partitura
Sou ciĂşme, sou loucura
Sou aquilo que te dou.

O que queres de mim?
Nada mais te posso dar
Que o desejo de te amar
Nesta vida e noutra, enfim..

NĂŁo quero estar aqui
Quero voar no teu mundo
Penetrar nele bem fundo
E ficar perto de ti.

Sabes quem sou?
Sou alma que já é tua
Selada, meiga e pura
Sou alguém que te amou...

aster

Pudesse Eu Descrever...

Pudesse eu descrever
Este estranho sentimento
Que tem princĂ­pio em mim
E em ti tem o seu fim...

Escrevo e tento saber
Aquilo que quero que saibas
Perco-me na estrada escura
Procuro uma pista tua.

Pudesse eu descrever
A luz que me transmites
Quando não estás ausente,
Quando és quem me pertence.

Mas eu fico sem palavras
Fico muda e a tremer
Quando tento explicar
Esta forma de gostar.

E tu vens mais uma vez
E levas-me ao ParaĂ­so
Nas ondas do teu sorriso
É isto o amor?
Talvez...

aster

O Presente

Um presente te ofereço
O pacote Ă© dourado,
Tem uma fita vermelha
Cor do sangue!
Vai lá dentro uma peça
Delicada, por sinal
É um copo de cristal.
Um copo cheio de nada,
Um copo vazio de tudo.
Preenchido de coisa nenhuma.
É um copo especial
Para brindares a mim,
A ti, a nĂłs,
Ao mundo, enfim...

Neste copo de cristal
Vai o meu coração também
Na esperança que o bebas
E o cuides muito bem.

Recebe, amor, a prenda!
Recebe o que te dou!
Um copo para brindar
Um coração que amou...

aster

PaixĂŁo, Luz, Desatino

PaixĂŁo, luz, desatino
Capricho, desejo teu
O meu corpo no teu perdido
Pintura, pedaço de céu...

Acabo este café curto
Vejo o mundo Ă  minha frente
O teu coração eu furto
És passado e és presente...

O que ficou?
Imagem do que já fui
Figura que já amou
Açúcar que se dilui...

Quem és tu p´ra mim?
Desejo apertado no peito,
PaixĂŁo que nĂŁo tem fim
Flor, amor-perfeito!

aster

Amor...

Amor,
Quando te vejo
A noite acaba
E a luz brilha aqui!
Amor, quando te toco
Tudo se transforma
Por aquilo que sinto por ti!
Amor,
Quando te beijo
O mundo Ă© azul
E as estrelas piscam
Todas ao mesmo tempo
Como se soubessem
Do nosso sentimento...
Amor,
Quando estou contigo
Até o deserto
Arranja companhia
E a manhĂŁ resplandece
Num sorriso que eu amo
Num abraço que me aquece...

aster

O Espelho

O dia clareou azul:
A cor que faz
Quando tudo está bem.
A noite acabou
Meu corpo já não jaz
De novo sou alguém!

Se alguém te perguntar
O que me aconteceu
Diz que foi o vento
Que me levou a alma
E de sangue a encheu
E tirou o sentimento..

Mas agora tudo Ă© luz
O sol brilha no céu
Acordei, olhei o espelho
Sou de novo eu!

aster